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sábado, junho 05, 2010

segunda-feira, abril 05, 2010

quinta-feira, fevereiro 18, 2010

Jornal A Guarda: O Pe. Martins conta a sua experiência

A minha primeira experiência pastoral foi no Seminário Maior da Guarda. Concluído o curso de teologia (1981), ainda como diácono, fui nomeado membro da equipa formadora do Seminário. Mais um grande e não fácil desafio para mim. Por um lado, eu tinha sido colega dos alunos e, por outro, passei a ser colega dos meus superiores! Além disso, naqueles tempos, ainda havia uma grande relutância em deixar entrar no Seminário os ventos novos do Concílio. Vivi aqueles três anos com muita intensidade e entusiasmo, com muito sofrimento e esperança.
Quando regressei de Roma (1987), foram-me confiadas as paróquias do Alvendre, Avelãs de Ambom e Rocamondo. Foram as minhas primeiras paróquias e, por conseguinte, os meus primeiros amores! Conservo boas recordações das pessoas: a sua amizade, generosidade e apreço que tinham por mim. Ao deixá-las (1993), prometi-lhes que rezaria por elas, sempre que passasse na estrada (IP5/A25), promessa que tenho cumprido fielmente. E muitas têm sido as vezes que passo por lá, pela estrada, porque às terras poucas vezes lá voltei! Durante estes seis anos de vida paroquial integrei a comunidade sacerdotal sediada em São Miguel da Guarda, da qual fazia parte o Senhor Padre Moiteiro e pela qual passaram alguns estagiários.
Desde 1993, encontro-me em Celorico da Beira, tendo já paroquiado muitas das paróquias deste Arciprestado. Nesta vinda para Celorico da Beira vejo também um sinal de Deus. O Senhor D. João de Oliveira Matos foi pároco de Santa Maria (1912-14) e a minha vida sacerdotal está muito ligada a ele. Não foi certamente obra do acaso que, no dia do centenário do seu nascimento (1 de Março de 1979), eu tenha recebido o ministério de Leitor! Menos obra do acaso se afigura se tivermos presente que, depois de um longo e penoso interregno, as instituições desse dia anunciavam as primeiras ordenações sacerdotais.
Agradeço, pois, a Deus este dom de ser pároco de Celorico e as graças que me tem concedido por intercessão do Senhor D. João.
Aqui tenho vivido sempre numa comunidade sacerdotal que, no presente, conta com o Padre António Freire e o Padre Carlos Helena. Também este é um dom pelo qual me sinto agradecido ao Senhor e àqueles que têm a coragem e a persistência de aceitarem viver comigo!
Deixo aos meus paroquianos que façam o balanço e a avaliação, uma vez que ninguém é bom juiz em causa própria. No entanto, deixo algumas considerações.
Ser pároco é a situação normal e ideal de ser padre diocesano, podemos mesmo dizer que é a sua razão de ser padre. É como pároco que o padre melhor pode realizar a tríplice missão de profeta, sacerdote e pastor. Mas ser pároco não é uma tarefa fácil, sobretudo nos nossos dias. Cada sacerdote, sobretudo no mundo rural, tem cada vez mais comunidades cristãs ao seu encargo. Por sua vez, as paróquias têm cada vez menos habitantes e cristãos praticantes. Esta situação - muitas paróquias e poucos cristãos - pode gerar dispersão, cansaço e desânimo.
Isto exige, antes de mais, que o sacerdote assuma e se limite ao que é específico da sua missão. Concomitantemente, é necessário atribuir aos leigos e que estes assumam o que, por sua vez, é específico da sua missão laical. O sacerdote deve dedicar o seu tempo, os seus dons, as suas energias e o seu coração ao que é realmente mais importante e que outros não podem fazer.
Depois, há que vencer a tentação de ter ainda um cristianismo de multidões. A Igreja será cada vez mais constituída por pequenas comunidades. Só pequenas comunidades poderão ser verdadeiro fermento no mundo dos homens, segundo a previsão e a vontade de Jesus (Mt 13,33). O anúncio do Evangelho e os valores do reino de Deus são para todos os homens e, por isso mesmo, devem ser proclamados e propostos a todos. Porém, aquilo a que chamamos a prática religiosa (que inclui a participação regular na liturgia) é apenas para alguns. Estes, que se sentem chamados a uma vida de maior intimidade com Deus e a seguir mais de perto a Cristo, devem ser o motor da construção do reino de Deus no mundo dos homens.
Desde a minha perspectiva e a partir da minha experiência de quase vinte e três anos, a vida e a missão do pároco, e de qualquer padre em geral, são facilitadas com a vida comunitária. As comunidades sacerdotais, se funcionam minimamente, constituem um apoio precioso a nível humano, espiritual, pastoral e até económico. Partilhando dificuldades, preocupações e problemas é mais fácil enfrentá-los e resolvê-los. Além disso, com menos trabalho consegue-se fazer mais, e com menos bens consegue-se viver melhor.

A vida comunitária do clero, vivamente recomendada pelos documentos da Igreja, se bem que pouco promovida por ela e pouco apreciada pela maioria dos padres diocesanos, constitui um bom testemunho para os fiéis. Podemos dizer que é uma pregação viva que não fere os ouvidos mas toca o coração. Ela é, em si mesma, uma verdadeira acção pastoral, mais evangélica e mais eficaz, embora não dê tanto nas vistas, do que muitas outras.
Fonte: Jornal A Guarda

quarta-feira, fevereiro 17, 2010

segunda-feira, julho 06, 2009

Missa Solene no Barco - Pe. Celso

Aclamação ao Evangelho:

Cântico do Ofertório:

quinta-feira, junho 11, 2009

sexta-feira, abril 03, 2009

Percorramos com JESUS o Caminho do Amor

Estamos tão habituados a ver um crucifixo que poucas vezes paramos para pensar no seu significado. Muitas pessoas que a própria imagem do crucifixo as angustia e interrogam-se àcerca da importância que se se dá à cruz.
Não seria preferível anunciar apenas a alegria da ressurreição?


Jesus no alto da Cruz mostra-se profundamente solidário com o sofrimento humano de todos os tempos. A Sua morte na cruz é sinal do seu amor pelos mais necessitados, da Sua identificação com os que sofrem e da Sua missão que liberta do pecado e da morte.

Quando contemplamos o crucifixo evocamos a fidelidade de Jesus à Sua missão, meditamos sobre o sentido da dor e lembramos que a Sua morte não tem a última palavra. Na cruz, Jesus descobriu o mistério da Sua pessoa e da Sua vida, o qual dá sentido ao mistério da nossa vida como filhos de Deus.

Quando aceitamos a nossa dor e nos unimos à dor de Cristo, o sofrimento é mais leve.

Ele oferece-nos a paz interior necessária para continuarmos a trabalhar e a lutar por uma vida melhor.

Percorramos com JESUS o Caminho do Amor.

terça-feira, março 31, 2009

Confissão individual ou comunitária?




O Código de Direito Canónico estabelece: "A confissão individual e integra e a absolvição constituem o único modo ordinário... somente a impossibilidade fisica ou moral o escusa desta forma de confissão" (c. 960).
Quanto à chamada "absolvição geral", o cânon 961 do Código de Direito canónico prescreve: "A absolvição simultanea a vários penitentes sem confissão individual prévia não pode dar-se de modo geral, a não ser que:
- 1º esteja iminente o perigo de morte...
- 2º haja necesidade grave...
E acrescenta que compete a Bispo Diocesano, de acordo com os critérios fixados pela Conferência Episcopal, "ajuizar acerca da existência das condições requeridas no § 1, nº 2".

quinta-feira, março 19, 2009

Joseph´s Song (A canção de S. José) - Michael Card




Deus escolheu José, um homem descendente de David, para esposo de Maria e pai de Jesus. Toda a mãe precisa de um marido e todo o filho precisa de um pai!
Ainda que hoje se diga e defenda o contrário, esta não deixa de ser uma verdade válida para todos os tempos. Opõem-se e pretendem impor a sua “verdade” (de que não é relevante ter marido ou esposa para ser mãe ou pai) aqueles que pensam como vivem por não terem a coragem de viver como deveriam pensar.
Deus não escolheu um homem rico nem da alta sociedade do seu tempo. Escolheu um homem simples e humilde, um cidadão anónimo da cidade de Nazaré. Escolheu José porque era justo e piedoso, um homem que acreditavam em Deus e esperava “a salvação de Israel”. Um critério semelhante tinha seguido Deus na escolha de Maria. Não olhou para a sua condição ou estatuto social. Escolheu-a porque “cheia de graça” e totalmente disponível para aceitar e cumprir a sua vontade.
Aos olhos de Deus, o homem e a mulher valem, não pelos lu-gares que ocupam, os títulos que recebem, as casa que habitam, mas pelo que vale o seu coração – a intensidade e a verdade do seu amor. Os critérios de Deus são diferentes, e ainda bem, dos critérios dos homens.
José, depois de esclarecido pelo Anjo, aceita a proposta de Deus: primeiro, recebeu Maria como sua esposa. Depois, quando o Menino nasceu, pôs-lhe o nome de Jesus. Dar o nome ao filho era uma atribuição do pai, um acto de reconhecimento e de aceitação da criança como seu verdadeiro filho.

Os pais, enquanto pais, nascem com os filhos, no sentido de que sem filhos não há pais.
Mas estes só nascem como pais, quando:
  • neles existe um amor tão forte e criador que os leva a partilhar totalmente o seu ser e a sua vida.
  • esse amor, por ser tão intenso, os leva a sobrepor a vida dos filhos à sua própria vida, ou seja, quando põem o bem dos filhos acima do seu próprio bem.
  • Por isso mesmo, ser pai é muito mais, incomparavelmente mais, do que gerar filhos. Nem todos aqueles que os geram estão preparados ou dispostos a ser pais, isto é, a pagar o elevado preço por tão inestimável graça.

O amor paterno de José manifesta-se genuíno e inques-tionável. Em Nazaré, ninguém sabia que ele não era o pai biológico de Jesus. E o facto de ninguém ter levantado qualquer suspeita é prova de que José exerceu a sua paternidade com toda a normalidade, de um modo irrepreensível, como um pai dedicado, afectuoso e empenhado.

Os Evangelhos (Mateus e Lucas) dizem-nos que ele toma parte, como verdadeiro pai e sempre ao lado de Maria, em todos os momentos da vida de Jesus: a apresentação de Jesus (cumprindo a lei do Senhor relativa aos filhos primogénitos), a fuga para o Egipto (para salvar a vida de Jesus, uma vez que Herodes lhe queria dar a morte), a participação na celebração da festa anual da Páscoa (introduzindo-o na vida religiosa do povo), a procura de Jesus, quando este ficou no templo de Jerusalém.

Deste modo, José contribui, e de um modo determinante, para que Jesus crescesse “em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e dos homens”(Lc 2,52).
Esta é a missão e deve ser o objectivo de todos os verdadeiros pais: que os filhos cresçam se desenvolvam harmoniosamente, tendo presente a pessoa humana no seu todo, a sua dimensão corporal, psicológica, intelectual e espiritual.

3. Neste dia em que celebramos a Festa de São José, lembramos os nossos pais, manifestando-nos particularmente agradecidos por tudo o que eles fizeram e fazem por nós.
• Sentimos que os pais são o dom mais excelente e maravilhoso que recebemos de Deus, que também é Pai e Mãe.
• Estamos gratos aos pais porque nos deram a vida, nos garantem (ou garantiram), com tanto amor e sacrifício, todos os bens fundamentais ao nosso desenvolvimento humano
• e, acima de tudo, porque eles nos introduziram, partilhando connosco as suas crenças e os seus valores, no mistério de Deus e no mistério da vida.

Muitos filhos mereciam ter pais melhores.
Pode ser pouco simpático dizê-lo, mas é verdade. E muitos filhos, se não são melhores, deve-se, em grande parte, aos pais que têm. Sim, muitos pais demitem-se ou desistem de o ser.
• Muitos não têm tempo para os filhos. E, quando falta o tempo, é sinal que começa a faltar o amor. Então, os pais re-compensam o pouco amor com a oferta de muitas coisas. Por isso mesmo, sentem necessidade de lhes dizer muitas vezes que os amam muito. Eles bem sabem que os filhos têm razões para desconfiar da autenticidade desse amor.
• Muitos revelam-se mestres desautorizados dos filhos, no campo dos valores e dos princípios, porque lhes falta a coe-rência e o testemunho de vida.
• Muitos até chegam a trocar os filhos pela paixão cega de um momento.

Os pais (pai e mãe) são a maior riqueza dos filhos.

  • Quando eles faltam na sua missão, não há nada nem ninguém que os possa substituir.
  • Quando o egoísmo dos pais se sobrepõe ao bem dos filhos, ninguém consegue reparar o dano que eles provocam nas suas vidas. A certeza de que alguém é nosso pai não nos pode vir do Bilhete de Identidade. Mas, antes, do amor incondicional que eles nos dedicam e dos sacrifícios que são capazes de fazer por nós.
  • E nós também temos o dever de mostrar aos nosso pais que nos sentimos seus verdadeiros filhos, e eles devem puder dar conta disso, pelo respeito que lhe temos ao logo de toda a vida, pelo amor com que os tratamos, principalmente, na doença ou velhice, e pela grata lembrança que conservamos deles após a sua morte.

Peçamos a Deus, Pai de todos os homens, por intercessão de São José, Pai de Jesus, que conceda a todos os pais a graça de compreenderem a grandeza e o alcance da sua missão e, ao mesmo tempo, a força para a realizarem fielmente e com alegria.

domingo, março 08, 2009

sábado, janeiro 03, 2009

domingo, dezembro 14, 2008

"Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz"


Apareceu um homem enviado por Deus, chamado João. Veio como testemunha, para dar testemunho da luz, a fim de que todos acreditassem por meio dele. Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz.

Foi este o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram, de Jerusalém, sacerdotes e levitas, para lhe perguntarem: «Quem és tu?» Ele confessou a verdade e não negou; ele confessou: «Eu não sou o Messias».

Eles perguntaram-lhe: «Então, quem és tu? És Elias?» «Não sou», respondeu ele. «És o Profeta?». Ele respondeu: «Não». Disseram-lhe então: «Quem és tu? Para podermos dar uma resposta àqueles que nos enviaram, que dizes de ti mesmo?»

Ele declarou: «Eu sou a voz do que clama no deserto: ‘Endireitai o caminho do Senhor’, como disse o profeta Isaías».

Entre os enviados havia fariseus que lhe perguntaram: «Então, porque baptizas, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?»

João respondeu-lhes: «Eu baptizo em água, mas no meio de vós está Alguém que não conheceis: Aquele que vem depois de mim, a quem eu não sou digno de desatar a correia das sandálias».

Tudo isto se passou em Betânia, além Jordão, onde João estava a baptizar

quarta-feira, agosto 06, 2008