segunda-feira, novembro 28, 2005

O NOVO GUARDA-VENTO

A já algum tempo a Comissão da Igreja em boa hora pensou em substituir o guarda-vento.
Juntaram-se as vontades e a obra acabou por ser concretizada.
Com a preciosa ajuda da Câmara Municipal, o empenho da Junta de Freguesia e a colaboração das pessoas do Minhocal, agora temos um guarda-vento diferente. Não está bonito?
São estas pequenas obras de remodelação que embelezam a nossa Igreja. Não foi possível fazer a mesma coisa na porta lateral, mas com o tempo e com a ajuda de todos penso que iremos conseguir.
Agora, para já, estamos empenhados em "alindar" o baptistério com um painel em azulejo...

domingo, novembro 27, 2005

TRÊS JOVENS DO MINHOCAL recebem o sacramento da confirmação

Todos nós crescemos em idade e sabedoria. Mas também crescemos na fé. Pelo Baptismo nascemos para a vida da fé e iniciamos um caminhada espiritual. Crescemos lentamene como discípulos de Cristo, ajudados pelo Espírito.
No sacramento da Confirmação celebramos este crescimento.
A palavra Confirmação significa ratificar, corroborar, apoiar, tornar seguro.
O cristão confirmado, ao ser ungido, fica a ser um novo Cristo. Participa da sua unção e tem o poder e a força do Espírito para realizar no mundo uma missão muito concreta: a construção do Reino de Deus.
Os confirmados, depois do Crisma, iniciam uma nova caminhada. Dinamizados pelo Espírito Santo, vão para o mundo, a fim de o transformarem em Reino de Deus.
Deixar-se-ão guiar pelo Espirito Santo, dando frutos de vida nova. E os frutos do Espírito são: "a caridade, a alegria, a paz, a paciência, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão,o dominio de si".
Carina Coelho, Luisa Clemente e Sofia Loureiro, o Espírito Santo que recebeste, no passado dia 26 de Novembro, irá certamente iluminar o vosso coração para dardes o vosso contributo na transformação do mundo. Acolhei os Seus dons e produzireis abundantes frutos.

sexta-feira, novembro 11, 2005

SEMANA DOS SEMINÁRIOS: O Seminário deve ser ajuda para a caminhada até ao sacerdócio

Seminário, isto é viveiro, alfobre, foi, desde o início da sua origem, o nome dado à instituição eclesiástica destinada a formar quantos, julgando-se com vocação sacerdotal, desejavam ou eram destinados a pastores da grei de Cristo.
Mas, como qualquer canteiro, onde se depositam as sementes para germinarem e desenvolverem, necessita não apenas do húmus, alimento para o crescer da planta, mas ainda do clima propício e de um ambiente benéfico, também os seminários diocesanos demandam um meio favorável ao cumprimento do seu mister.
Será a comunidade cristã, no seu conjunto, a prestar-lhe este serviço, com a oração, segundo o mandato do Senhor, com atenção carinhosa a manifestar no acolhimento dos seminaristas, no incentivo esperançoso aos seus propósitos e mesmo na ajuda económica prestada. Se a grei egitaniense cultivar uma atmosfera de apoio e amparo às vocações nela surgidas, se todos procurarem incentivar os candidatos que demonstram, pela sua vida, capacidade de vir a ser bons sacerdotes, e mesmo os convidarem a ascender ao ofício de pastores, se promoverem nos jovens o desejo do serviço aos demais, comprometendo-os numa vivência espiritual de séria piedade e acrisolada virtude, se lhes colocarem, na frente de si mesmos, como modelo único, o Senhor Jesus, estaremos num âmbito favorável ao incremento e melhoria das vocações sacerdotais.
O seminário, comunidade instituída para modelar os futuros padres, deve ser ajuda para a caminhada até ao sacerdócio, oferecendo condições propícias para uma resposta positiva ao chamamento de Cristo e da Igreja, à aprendizagem de um coração com gérmenes de misericórdia, ao amadurecimento do desejo de servir os outros em ordem à salvação eterna. Dele não estão ausentes a educação nas linhas do humano, espiritual e também cultural bem como o ensino prático da disciplina interior em ordem ao bom desempenho do sagrado ministério.
Relembrar ao povo de Deus quanto se deve realizar para obtermos a graça de mais e melhores sacerdotes será o escopo desta semana consagrada à problemática dos seminários da qual ninguém se deve desobrigar.
Da crise que vai atravessando a Igreja, nesta época, todos somos responsáveis e, por isso, cada um, na sua medida, há-de empenhar-se em ultrapassar esta carência, pois Deus quis o trabalho de mediadores, para os tornar participantes do seu amor pelos homens.
Se ao Prelado, como grande responsável da Igreja diocesana, e à equipa dos seminários, como encarregada directamente desta missão, tal tarefa deve estar mais a peito, não será para se julgar estarmos desobrigados de tal encargo, pois todos juntos ainda somos poucos para a magnitude de tão grave e importante obrigação.
Colocar no coração de muitos jovens o desejo de se dedicarem à missão de pastores dos crentes, desenvolver neles as aptidões necessárias para este múnus, dispondo-os ao dom total de si próprios para que continue a Palavra a ecoar no coração dos homens e se prolongue no mundo a celebração do memorial do Senhor, pela Eucaristia, eis o alvo e o ponto de mira desta importante semana.
FONTE: Jornal A Guarda

segunda-feira, outubro 31, 2005

VALE DE AZARES 30-10-2005: Missa Solene do Pe. António Carlos




Pater,
in manus Tuas ...






Nas tuas mãos, ó Pai...
Entrego a minha vida!
Eu quero o que Tu queres,
Meu Deus, minha guarida!

Amar, confiar e partir
Para sonhar e viver;
Caminharei a sorrir
Por saber que estou
In manus tuas Pater!


A Tua mão protectora
Sempre me há-de acompanhar!
Seguir-Te-ei, pois me chamas...
Eu sei que quero amar!
(Poema original do Pe. António Carlos)



Foram muitas as pessoas do Minhocal (crianças, jovens e adultos) que aceitaram o convite do Pe. Tó Carlos e quiseram participar neste momento único da sua vida. A chuva intensa não foi suficiente para os fazer desistir... Penso que apesar de tudo valeu a pena!

quinta-feira, outubro 27, 2005

FESTA DE ACOLHIMENTO Como flor que desabrocha

A educacão duma crianca comeca nove meses antes dela nascer. Talvez comece até antes um bocadinho... O mesmo se passa com a vida da fé. Mesmo antes da criança nascer, quando os pais se amam e querem dar-lhe a existência, o olhar de fé - a visão cristã - com que vêem a vida, é já um acto de educação espiritual.
A aprendizagem dos primeiros anos é, sobretudo, existencial, testemunhal. A criança aprende com o que vê, sente e experimenta, mesmo se não entende e raciocina ao nível formal. É por isso que as primeiras experiências podem ser fundantes ou traumáticas. Se o nosso crescimento é equilibrado e sadio, a nossa vida espiritual também. poderá desenvolver-se assim. Mas se for irregular, o mesmo acontecerá na fé. Ainda que Deus possa sempre superar todos os nossos limites, de ordinário não o faz pois o próprio homem não seria capaz de ir mais além.

Experimentar Deus no amor humano
Quando dizemos que Deus é nosso Pai, mesmo com a maior seriedade teológica, fazemo-lo sempre numa referência [mais ou menos consciente] ao nosso pai terreno. Por isso, alguns sentem-se mais à vontade dizendo que Deus é mãe.
Não podemos esquecer: o relacionamento filial, fraternal, social da criança terá uma grande influência na sua abertura a Deus. A experiência de amor gratuito, de paz e serenidade familiar, de perdão sinêero, de alegria e humor contagiantes, permitir-lhe-á um dia'perceber e viver que Deus é amor, paz, serenidade, perdão, alegria, humor... e a um nível infinitamente superiorl

Ouvir falar de Deus que não castiga
Deus deve-se sentir muito desiludido quando dizem a uma - criança: «não faças isso porque Jesus castiga».
Os pais, irmãos e demais próximos, não se devem limitar a dar um bom ambiente familiar ao bebé para o educar cristãmente. É imprescindível mas não basta. É preciso também que lhe falem de Deus. Dizer que Deus nos ama, que foi ele que criou e fez ,o céu azul, os passarinhos, o mar e os peixinhos, a relva verde e que também tem um filho que é o Menino Jesus ou o Jesus na Cruz, é um acto de educação na fé que todos podem fazer. É absurdo pensar que apontar para a Cruz e perguntar à criança quem é que ali está é violento. Estes sinais que não precisamos compreender na totalidade, logo desde o início, passarão a fazer parte do nosso Imaginário humano e religioso e, no futuro, ajudar-nos-ão a construir o edifício da fé. Tantas coisas, pessoas e situações, no dia-a-dia, podem ser ocasião para falar de Deus... O Directório Geral da Catequese [255) fala da importância que podem ter os avós nesta catequese familiar. Ler histórias bíblicas ou pintar alguns desenhos religiosos não é descurável...

Assumir com verdade que nem tudo é correcto
Alguns educadores têm o receio de traumatizar as crianças ao não deixá-las fazer tudo.
Ninguém duvida que onde não há consciência não há pecado. Mas a consciência moral [o sentido do bem e do mal) não nasce connosco e forma-se com os anos. Durante os primeiros anos, o círculo familiar é o fundamento da moral, do correcto para a criança. Demonstrar alegria pelos seus gestos nobres, felicitar os seus actos bons, chamar a atenção (sem violência, é claro!) e entristecer-se pelas suas «asneiras» são acções educativas valiosíssimas e serão alicerce do futuro pois nelas encontrará substrato a moral humana e cristã.

Vamos rezar a Jesus
Finalmente, rezar com a criança, é um acto belíssimo aos olhos de Deus. Gestos simples como ensinar-lhe a colocar as mãos, fazer o sinal da Cruz, rezar com ela o Pai Nosso, Ave Maria, Glória, Anjo da Guarda... são marcas que ficam na vida espiritual. Continuo a acreditar que levar as crianças à Missa, apontar os gestos e a pessoa do sacerdote, levar até junto do Sacrário, do Altar, de Maria... é importantíssimo. Ninguém poderá fazê-lo com o mesmo amor que os pais ou educadores. Ajudar a entender ou, simplesmente, a admirar...
O Papa Bento XVI diz que, com a mística da Missa na sua infância e o Missal para crianças, foi descobrindo a beleza da fé e da vocação...

terça-feira, outubro 25, 2005

A ORDENAÇÃO DO Pe. TÓ CARLOS ENTUSIASMOU E MOBILIZOU O CONCELHO DE CELORICO DA BEIRA

Foram muitas as pessoas do Arciprestado de Celorico da Beira que quiseram participar na ordenação do novo padre.
A Sé encheu-se completamente!!!
As pessoas responderam afirmativamente ao seu convite. Viveram com grande entusiasmo, alegria e fé este momento único.
A mobilização sensibilizou e até emocionou o novo sacerdote.
A ordenação do Pe. Tó Carlos é um momento para recordarmos:
  • que Deus continua a chamar e a enviar trabalhadores para a sua vinha;
  • que Deus não esquece o seu povo, mas lhe envia pastores segundo o seu coração;
  • que Deus também chama e dá a graça da fidelidade a jovens do nosso arciprestado.

"A vocação para o sacerdócio ultrapassa de tal modo a força humana que a sua germinação, o seu crescimento e oseu fruto depedem da oração que deve preparar, apoiar e acompanhar a vida sacerdotal"

Pe. Werenfriend

Diocese da Guarda em festa com a ordenação de um novo padre - Nota Pastoral de D. Manuel da Rocha Felício

A Diocese da Guarda vai viver um dia grande no próximo domingo. Deus vai enviar-nos mais um Presbítero e um Diácono para serviço de todo o Seu Povo na nossa Diocese.
A celebração solene das Ordenações terá lugar na nossa Catedral, com início às 16H00 e desejamos considerá-la uma celebração de toda a Diocese e para toda a Diocese.
Os nossos Padres estão felizes e agradecidos, porque o Senhor faz aumentar em número o seu Presbitério. Só uma razão de força maior os impediria de tomar parte nesta grande festa. É todo o Povo de Deus da nossa Diocese, no conjunto das suas 365 paróquias e distintos serviços diocesanos que também vai estar em acção de graças, porque o mesmo Senhor lhe envia mais um Padre e mais um Diácono.
E tem razões para isso, porque sem Ministério ordenado não pode haver Igreja reunida por Cristo e em nome de Cristo. Sem Ministério ordenado não está garantido o serviço articulado dos restantes ministérios para bem de toda a Igreja.
Para além de ser acção de graças pela gratuidade deste tão grande dom, a celebração das Ordenações é também de súplica.
  • Em primeiro lugar, para que os novos ministros ordenados vivam com total dedicação a entrega ao serviço que Jesus Cristo lhes confia em beneficio de toda a Igreja.
  • Depois, para que a Ordem dos Presbíteros (o Presbitério Diocesano) e a Ordem dos Diáconos (esperamos que em breve o Senhor nos dê diáconos permanentes) aprofundem cada vez mais a sua identidade, pela progressiva configuração com Cristo e colocando sempre o bem da Igreja acima dos seus gostos e do seu bem particular, seja ele qual for.
  • Depois ainda para que as várias comunidades e serviços da mesma Igreja sintam que ninguém se pode considerar dono deste serviço ordenado, sejam quais forem as circunstâncias, mas todos o acolham sempre com profunda gratidão e sentido do bem comum Diocesano e mesmo da Igreja Universal.
  • A súplica será também para que na nogsa Diocese haja muitos outros ministérios laicais e que descubram no exercício do Ministério ordenado sempre a vontade de Cristo, o único Bom Pastor que nos conduz, congregando os esforços de todos para o bem da Igreja e mesmo da comunidade humana enquanto tal. (...)
Para preparação imediata da Festa das Ordenações no próximo domingo deixo a seguinte passagem retirada do Decreto sobre o Ministério e Vida dos Presbíteros do Concilio Vaticano II: “Devem os presbíteros de tal modo presidir, que, nãa procurando os próprios interesses mas os de Jesus Cristo, trabalhem na obra comum com os leigos e vivam no meio deles segundo o exemplo do Mestre que veio não para ser servido, mas para servir e dar a vida” (P.O.9).